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DENGUE: prevenção como medida eficaz

25 abr 2019 - Blog

A dengue é considerada a doença de transmissão vetorial com maior índice de crescimento mundial, ocorrendo em 128 países, com aproximadamente 4,5 bilhões de pessoas em risco. É uma das principais doenças infecciosas presentes no Brasil, representando um grave problema de Saúde Pública no país e no mundo.

De acordo com especialistas, trata-se de uma doença aguda, infecciosa, não contagiosa, sistêmica e de etiologia viral, pertencentes ao gênero Flavivirus e à família Flaviviridae. O vírus é transmitido pela picada de mosquitos fêmeas do gênero Aedes, sendo o Aedes aegypti o vetor primário, o qual se encontra distribuído nas regiões tropicais e subtropicais do mundo, predominantemente em áreas urbanas e semi-urbanas.

Cabe destacar que o mosquito Aedes Aegypti possui a competência de carrear os sorotipos virais DENV-1 a DENV-4, variando de acordo com as populações de mosquito, o estado nutricional das fêmeas, o estado de infecção do vetor e a capacidade de transmissão vertical ou transovariana.

Nos últimos anos, estima-se que entre 60 e 150 milhões de casos aparentes por ano e 25.000 mortes por dengue, principalmente em crianças. Nas Américas foram notificados pela Panamerican Health Organization, em 2017, 2.690.846 casos de dengue, 64,5% destes no Brasil.

No entanto, as estimativas sobre dengue não revelam a real situação da ocorrência da doença em virtude da subnotificação dos casos. A subnotificação tem ocorrido tanto por parte dos profissionais que acolhem os pacientes nas unidades quanto pelos pacientes que não procuram tratamento no período sintomático.

No Brasil, a dengue apresenta um padrão sazonal, com maior aparecimento de casos nos primeiros cinco meses do ano, período mais quente e úmido bem característico dos climas tropicais. Além disso, há um fator que contribui de forma significativa para a proliferação do mosquito: o lixo urbano.

Segundo dados do Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), o Centro-Oeste do país concentra no lixo 43,8% dos criadouros do mosquito transmissor da dengue. No lixo é realizado o descarte de muitos recipientes que possam acumular água, mesmo que em pequena quantidade, podendo virar um criadouro do mosquito.

O Ministério da Saúde (MS) ressalta a importância de manter o alerta e a necessidade de qualificar as equipes para poder fazer um diagnóstico precoce e assertivo, evidenciar sinais de agravamento e realizar a conduta terapêutica adequada, além de investir em ações preventivas e conscientização da sociedade para que ela possa estar mobilizada no combate a doença. A sociedade precisa atuar em parceria com o poder público para alcançarmos o mesmo objetivo. Pois a prevenção ainda é a medida mais eficaz de combate a dengue.

Érica Mayane Holanda Santos Carvalho

Érica Mayane Holanda Santos Carvalho, docente do curso de Enfermagem da Faculdade Estácio de Goiás


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